A Igreja Mórmon pagou £8.400 (R$ 42 mil na cotação de hoje) em lobby político no parlamento britânico para proteger suas campanhas anti-gay.

De acordo com o jornal da Igreja, Deseret News, as doações Continuar lendo
A Igreja Mórmon pagou £8.400 (R$ 42 mil na cotação de hoje) em lobby político no parlamento britânico para proteger suas campanhas anti-gay.

De acordo com o jornal da Igreja, Deseret News, as doações Continuar lendo
Um funcionário d’A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias vazou ao público um documento interno de um comitê nos escritórios gerais da Igreja.

Prédio dos Escritórios da Igreja, em Salt Lake City, Utah.
O documento em si é inócuo e nada mais demonstra além da pauta de uma reunião. O surpreendente nele é, além da admissão franca de alguns problemas que parecem ser tabus em público, o que ele revela que a Igreja está tentando esconder de seus membros. Continuar lendo
Após haver perdido todas as batalhas legais nos Estados Unidos, a Igreja Mórmon prepara-se para lutar no México contra os direitos legais de homossexuais.

A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias emitiu um pronunciamento oficial a seus membros mexicanos conclamando-os para se opor à iniciativa para legalizar casamento homossexual.
Jeremy Harris, jornalista da KUTV Salt Lake City, destacou a hipocrisia do pronuciamento eclesiástico: Continuar lendo
O governo federal dos EUA recomendou expulsar agentes policiais em uma comunidade mórmon, bem como intervenção federal sobre oficiais municipais, devido a acusações de violações de separação Estado-Igreja.

Comunidades de mórmons polígamos se concentram no sul de Utah
De acordo com promotores federais, mórmons dessa comunidade consistentemente optavam por obedecer ordens de seus líderes eclesiásticos em detrimento da Lei Constitucional, com grande prejuízo para os membros da comunidade que não pertecem à Igreja.
Entenda o caso: Continuar lendo
A julgar pelas mídias sociais, parece haver uma onda de apoio ao fascismo entre mórmons brasileiros.

O movimento fascista brasileiro dos anos 1930, a Ação Integralista Brasileira, e seu fundador Plínio Salgado. Sua saudação idiossincrática “Anauê” dizia-se de origem indígena e significaria “você é um irmão”.
Nós recebemos muitas mensagens de membros de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, tanto aqui no site, como nas mídias sociais. Recentemente, temos notado um aumento em manifestações de apoio ao fascismo nos perfis de um número alarmente desses.
Muitos desses membros da Igreja SUD levantam um banner em apoio aberto ao político brasileiro Jair Messias Bolsonaro.
Apoiar políticos sempre é uma postura pública divisiva, naturalmente. E ninguém se opõe a expressões públicas de preferência política ou ideológica. Considerando, contudo, que a ideologia preconizada pelo Bolsonaro é inquestionavelmente fascista, surpreende-se que seja esta uma abraçada por mórmons.
Por que Bolsonaro é fascista? Continuar lendo
A Igreja SUD adotou há alguns anos uma bandeira ativista defendendo “liberdade religiosa”.

Bruce “o chefe” Springsteen (Foto: Mario Anzuoni/Reuters)
O que isso tem a ver com Bruce Springsteen, violação da Constituição Norte-americana, campanhas políticas por parte da Igreja, e a defesa de práticas discriminatórias é o que a Professora Assistente de Direito Constitucional e Pena Capital na Universidade Estadual da Geórgia, Lauren Sudeall Lucas, explica em excelente, porém sucinto, artigo:
Ontem, durante a segunda sessão da 186a Conferência Geral d’A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos, membros da Igreja gritaram votos em oposição ao Presidente Thomas S. Monson, à Primeira Presidência e aos Doze Apóstolos.

Pelo menos 7 membros ativos da Igreja levantaram-se para votar contra Thomas Monson como Presidente da Igreja
Entenda como e por que: Continuar lendo
Legisladores Mórmons passaram nova lei que deliberada e notoriamente aumenta os riscos para mulheres submetendo-se a abortos.
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A nova lei, passada pela Assembleia Legislativa Estadual, sabidamente controlada pela Igreja SUD, e assinada pelo Governador de Utah Gary Herbert, que também é SUD, obrigará médicos a abandonar as melhores e mais seguras técnicas baseadas em ciência e forçar mulheres realizando abortos (perfeitamente legais) a submeter-se à Continuar lendo
Na semana passada, Mórmons votaram nas eleições primárias do Partido Republicano de Utah. Mórmons são, em sua maioria, Republicanos, e o candidato atualmente favorito para liderar os Republicanos é Donald Trump.
Contudo, Mórmons votaram em peso para o segundo colocado nas urnas, Ted Cruz, apesar de ser Evangélico e partilhar de mais sentimentos “anti-mórmons” que o eclético Trump. Por que, então, Mórmons votariam contra Trump?

Donald Trum (Imagem: Reuters)
O professor de ciências políticas na Universidade de Emory Benjamin Hertzberg escreveu uma excelente análise dessa questão para o The Washington Post. Eis os pontos principais: Continuar lendo
O Apóstolo D. Todd Christofferson, em Serão do SEI para Jovens Adultos da Universidade de Brigham Young, defendeu o conceito de ostracismo familiar como ferramenta de proselitismo.

Ostracismo é a prática de rejeição social ou distanciamento emocional que serve como mecanismo de punição social ou manipulação psicológica. Consiste em cessar interações interpessoais com um indivíduo ou um grupo, usualmente seguindo uma formulação específica de regras quando se trata de prática religiosa.
No vernáculo médico-acadêmico, o têrmo mais comum é shunning, e é consistentemente considerado como uma técnica de agressão psicológica e bullying emocional. Essa rejeição social pode ocorrer de forma espontânea e orgânica, quando uma pessoa ou um grupo de pessoas deliberadamente evita interações com algum indivíduo ou grupo específico. A rejeição pode, também, ocorrer em decorrência de uma decisão formal e premeditada de um grupo, como uma instituição social ou religiosa.
A prática de ostracismo, especialmente determinadas por instituições religiosas que formam comunidades coesas, estabelece isolamento psicológico similar aos que prisioneiros sofrem em solitária, e estudos classificam a prática como tortura psicológica, punição moral, e até lavagem cerebral, além de grandes prejuízos econômicos e familiares.
Entre as religiões conhecidas por praticar o ostracismo oficialmente estão as Testemunhas de Jeová, os Cientologistas, os Baha’i, alguns grupos Judeus Ortodoxos, e, mais notoriamente, as comunidades Amish:
“Se os membros da igreja Amish quebram seus votos de batismo ao desobedecer líderes religiosos ou regulamentos da igreja e se recusam a confessar seu erro, eles terão de enfrentar excomunhão. Com base em várias escrituras bíblicas, a igreja evita ex-membros para lembrá-los de sua desobediência na esperança de ganha-los de volta. Shunning é praticada de maneiras diferentes por diferentes grupos Amish, mas normalmente envolve rituais de vergonha como não comer na mesma mesa com ex-membros em casamentos ou outras reuniões públicas. As pessoas evitadas raramente vivem em casa, mas alguns retornam para funerais, casamentos ou reuniões que envolvem membros da família. O rigor do ostracismo e da comunicação entre pais e filhos adultos que saem varia de um grupo de Amish a outro.
Membros rebeldes são restituidos se confessarem a sua transgressão. Algumas congregações encerram o ostracismo se um ex-membro se junta a uma igreja pacifista com vestuários simples como os menonitas conservadores. As pessoas não batizadas que saem não são evitadas, porque nunca fizeram promessas batismais e se juntaram à igreja.”
Não obstante as considerações morais e éticas, e não obstante inicialmente explicar e ilustrar a dor e o sofrimento causados pelo ostracismo em membros de comunidades Amish, Todd Christofferson signaliza que ostracismo é uma prática louvável e válida para Mórmons que tem familiares com dúvidas ou questionamentos sobre ortodoxia da Igreja SUD:
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Para um mórmon, é às vezes difícil ver o mundo sem as lentes do mormonismo. Neste rico e conturbado momento brasileiro, confesso que acabo vendo muitos paralelos entre fanáticos do mormonismo e fanáticos do petismo.
Fanatismo obviamente não é um fenômeno intrínseco a uma tradição religiosa ou política, podendo ser encontrado nas mais diversas persuasões. Afinal, trata-se de uma atitude mental caracterizada pela falta de pensamento crítico.

Presidente Thomas S. Monson (Kristin Murphy/Deseret News)
Poligamia é um dos temas mais persistentes na história mórmon e ainda hoje afeta tanto a maneira como a Igreja SUD é vista por não-membros quanto o imaginário dos próprios membros. Não é de se estranhar que no chamado “momento mórmon”, quando um SUD, Mitt Romney, colocou-se como o mais forte (numericamente falando) adversário republicano de Barack Obama nas eleições de 2012, que o tema do casamento plural tivesse vindo à tona nos debates sobre o mormonismo.

Os Browns: Uma família Mórmon polígama moderna. (Imagem: TLC)
Mas o que pensavam eleitores independentes e aqueles identificados com os dois maiores partidos dos EUA em relação ao tema? O que pensam os norte-americanos em geral? Continuar lendo

LaVoy Finicum e a filha Thara Teney. (Imagem: Thara Tenney/Facebook)
Enquanto segue a ocupação armada de um parque federal no estado americano do Oregon, surge nas redes sociais o debate sobre a morte de Robert LaVoy Finicum, de 55 anos. Pecuarista do estado do Arizona, Finicum foi morto na última terça-feira (26/01), durante a captura de oito envolvidos na invasão. Apoiadores da invasão armada estão considerando Finicum como um mártir.
Em uma postagem no Facebook, Thara Tenney afirmou que seu pai foi alvejado pelo FBI enquanto estava com as mãos para cima, de acordo com informações que teria recebido dos demais milicianos. Supostas testemunhas oculares contradisseram tal versão. Ontem (28/01), o FBI divulgou vídeo da perseguição a Finicum. Continuar lendo
“No oeste americano a história de uma cidade se confunde com a de uma religião”.
Assim comenta a jornalista Ana Paula Padrão antes de uma reportagem sobre os mórmons de Salt Lake City. Hoje é uma data especial para cidade e o estado, que em 04 de janeiro de 1896 se tornaria o 45º estado da União dos Estados Unidos da América. De fato, esse não era o ideário da companhia pioneira de Brigham Young na constituição de sua república Mórmon.

Em 24 de julho quando Young chegou ao Vale Salgado declarou aquele pequeno grupo: Continuar lendo
Enedina Stanger, 27 anos, apresentou-se à polícia no condado de Weber, estado de Utah, na última segunda-feira. Em sua cadeira de rodas, ela estava acompanhada do marido e de suas duas filhas, de três e quatro anos. Enedina foi acusada do crime de expôr uma das crianças à situação de risco ao fumar um cigarro de maconha perto dela.

Enedina Stanger com o marido, aguardando para ser fichada. (Imagem: Benjamin Zack/Standard-Examiner)