Melvin Ballard: Hitler Guiado por Deus

O Apóstolo Melvin J. Ballard explicou que Adolf Hitler serviu como um instrumento divino inspirado por Deus para perseguir os judeus, em discurso na Conferência Geral anual de abril de 1938.

Melvin Joseph Ballard, Apóstolo da Igreja SUD (1919-1939), avô do Apóstolo M. Russell Ballard.

Melvin Joseph Ballard, Apóstolo da Igreja SUD (1919-1939), avô do Apóstolo M. Russell Ballard.

Em um discurso recheado de alusões racistas à supremacia racial branca¹, imperialismo ocidental², e  justificações dos genocídios de ameríndios e judeus, Ballard presta seu testemunho que Deus orquestrou essas condições raciais, estrutras sociais, e até as tragédias em larga escala para fazer cumprir Seus propósitos.

Eis o discurso em sua íntegra (ênfases nossas):

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Milésimo

O site Vozes Mórmons publica hoje seu milésimo post.

Para comemorar, gostaríamos de agradecer a todos que postaram textos e comentários, e que enviaram links para seus amigos dos textos e comentários.

Nesses quase 5 anos e meio de existência, tivemos quase 2 milhões de visitas de mais de 1 milhão de visitantes e, mais importante, várias discussões interessantes e inteligentes. Este fórum é aberto para todos mórmons, de todos tipos, e todos que se interessam por mormonismo, e de qualquer maneira. As opiniões e os comentários inteligentes e pertinentes sempre ajudam a aumentar o nível da conversa, e moldam o site tanto quanto os artigos em si.

“Uma jornada de mil milhas começa com um único passo.”

– Lao Tzu (fundador do Taoísmo)

Gostaríamos, então, de fazer algumas menções a título de retrospectiva, para comemorar esse marco. Umas listas de posts mais populares que marcaram até aqui o site Vozes Mórmons!

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Mórmons Apoiando Donald Trump

Pesquisa de opinião recente demonstra que mórmons estão cada vez mais dispostos a apoiar a candidatura de Donald Trump e votar nele para presidente dos Estados Unidos na próxima eleição de novembro, levando-o a liderar sobre Hillary Clinton por 15 pontos percentuais nas intenções de votos no estado de Utah.

Donald Trump, candidato oficial a Presidente dos Estados Unidos da América pelo Partido Republicano (Foto: AP/LM Otero)

Diferentemente das preferências dos jovens mórmons universitários que Continuar lendo

Jornal Mórmon e a Alemanha Nazista

Artigo publicado no jornal The Deseret News, de propriedade da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, em dezembro de 1933.

"In July 1937, the Mormon Prophet Heber J. Grant, spoke to 800 members at a rented meeting hall in Frankfurt. Like all buildings in Nazi Germany, it came with a large swastika flag. On Aug. 7, the Deseret News, the Church-owned Salt Lake City daily, ran this picture. In its news columns, the DN regularly published wire service stories about Hitler's treatment of Germany's Jews. But in the religion section, it had no qualms about associating the Church President with Nazi symbolism." (David Clark)

Foto publicada pelo jornal da Igreja SUD The Deseret News em 7 de agosto de 1937, de uma visita a Frankfurt do Presidente da Igreja Heber J. Grant (terceiro da esq.), discursando em frente à uma bandeira nazista no mês anterior.

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6 Missionários Mórmons Expulsos da Rússia

6 missionários d’A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias foram expulsos e deportados da Rússia no último mês.

Drake Oldham, um dos 6 missionários SUD deportados da Rússia, posando em frente a um tanque de guerra. Note a ausência da costumeira plaqueta de identificação.

Drake Oldham, um dos 6 missionários SUD deportados da Rússia, posando para foto jocosa. Note a ausência da costumeira plaqueta de identificação.

Apesar da Igreja Mórmon ter encontrado um meio ardilo porém tecnicamente válido para tentar enganar o governo russo e burlar a sua nova lei antiterrorista para manter seus missionários no país, e de ainda manter 7 missões em território russo, 6 de seus missionários foram deportados desde que entrou em vigência há um mês.

Entenda o caso. Continuar lendo

Cientistas Descobrem Sinais da Pré-Existência?

O Apóstolo Neal Maxwell explicou como a doutrina da pré-existência explica a sensação comum de déjà vu.

Déjà Vu, expressão francesa que significa “eu já vi”, é um fenômeno neurológico que leva o indivíduo a experimentar a sensação, às vezes forte, de já haver vivenciado no passado um evento ou experiência sendo vivenciada naquele exato momento do presente.

Para o Apóstolo Maxwell, déjà vu é um reflexo de nossa pré-existência, uma olhadela curta e rápida através do véu do esquecimento: Continuar lendo

Brigham Young: Habitantes da Lua e do Sol

O Presidente Brigham Young fez os seguintes comentários sobre habitantes na Lua e no Sol, no histórico Tabernáculo Mórmon, em julho de 1870, e posteriormente publicado pela Igreja:

Interpretação popular da ilusão de ótica conhecida como “o homem na Lua”, como vista do hemisfério norte da Terra, formada pelos acidentes geológicos: 1) Mare Imbrium, 2) Mare Serenitatis, 3)  Mare Vaporum, 4) Mare Insularum, 5) Mare Cognitum, e 6) Mare Nubium. (Imagem por Luc Viatour)

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Feliz Dia do Internauta!

A Internet celebra hoje 25 anos de existência, tendo sido aberta ao público em 23 de agosto de 1991.

O protocolo básico para a rede mundial eletrônica interconectada foi desenvolvido por cientistas do laboratório europeu CERN durante os anos de 1989 e 1991, sendo  lançado pela primeira vez (i..e, o primeiro endereço eletrônico) em 6 de agosto de 1991 pelo seu principal idealizador, o inglês Sir Timothy John Berners-Lee.

O “inventor” da internet, Sir Timothy John Berners-Lee

Inicialmente criada e lançada para facilitar comunicação entre cientistas dos principais laboratórios mundiais de pesquisa, a internet realmente assumiu a forma utilitária que viria a mudar o mundo com a realização de Berners-Lee de protocolos de hipertexto e controle de trasmissão, além de sua visionária proposta de manter os códigos abertos para permitir a livre, desimpedida e irrefreável troca de informações.

A invenção de Berners-Lee para sempre mudou o mundo, inclusive o do mormonismo. Continuar lendo

Sociedade de Socorro: A Caridade Falha?

O lema, copiado de um trecho do Novo Testamento, da Sociedade de Socorro, organização de mulheres apoiada por Joseph Smith em sua fundação em 1842, é “a caridade nunca falha”.

'Cristo Curando o Doente em Betesda' por Carl Heinrich Bloch (1883)

‘Cristo Curando o Doente em Betesda’ por Carl Heinrich Bloch (1883)

Uma membro da Igreja que recentemente serviu como presidente voluntária da Sociedade de Socorro em sua ala oferece pungente e inteligente introspeção sobre como essa lema norteia o dia-a-dia da organização em suas raízes locais.

Eis seu texto, anônimo por sua solicitação expressa.

∼¤∼

Certa vez, como presidente da Sociedade de Socorro, em uma reunião com a presidência da estaca, fui questionada quanto às ações para autossuficiência. Disse que acabara de ser chamada, mas que tinha vários projetos em mente para auxílio ao próximo.

Recebi a seguinte resposta: Continuar lendo

Igreja Mórmon Cede à Pressão, Reduz Discriminação

A Igreja Mórmon cede à pressão popular e externa, motivada por protestos de alunos e ex-alunos e uma investigação formal da OAB americana, e suaviza sua política discriminatória acadêmica em sua principal universidade, a Brigham Young University.

Prédio da Faculdade de Administração na Universidade de Brigham Young

Prédio da Faculdade de Administração na Universidade de Brigham Young

Entenda o caso: Continuar lendo

Confissões Mórmons no Whisper

Mórmons contam seus segredos ou suas confissões, que jamais contariam para outro mórmon, em um aplicativo popular de rede social chamado Whisper.

O Whisper é uma rede social com mais de 30 milhões de usuários ativos que permite que o usuário compartilhe qualquer texto anonimamente, com a intenção de lhe permitir confessar ou contar segredos íntimos.  O aplicativo superimpõe uma imagem ao texto, permitindo escolha entre imagens e fontes, e ainda oferecendo espaço para interações com outros usuários (anônimos).

Eis uma breve coletânea de 21 exemplos do que mórmons estão confessando sob a proteção do anonimato: Continuar lendo

Lobista da Igreja Mórmon Une-se a Grupo LGBT

Após uma longa carreira profissional fazendo lobby político pela A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias junto à Assembléia Legislativa de Utah, e gerenciar parte da campanha política da Igreja SUD para remover direitos civis de pessoas LGBT, Bill Evans anunciou sua aposentadoria de lobista e aceitou unir-se ao conselho diretor da ONG de mórmons LGBT Afirmação.

Bill Evans, à direita, assistindo sessão da Assembléia Legislativa de Utah em 2012 fazendo lobby pela Igreja SUD (Foto: Leah Hogsten | The Salt Lake Tribune)

Evans cumpriu função integral durante a campanha mórmon de 2008 para remover os direitos adquiridos de homossexuais se casarem legalmente no estado da Califórnia, e a participação da Igreja SUD nessa eleição, tornada pública apesar de objeções da liderança da Igreja, resultou em protestos e muita mídia negativa. Além de investir em dezenas de milhões de dólares em campanhas publicitárias em 2009 para aliviar sua imagem pública, a Igreja decidiu aproximar-se da comunidade LGBT em Utah para lhes ajudar a passar leis antidiscriminação que há anos viviam obstruídas por legisladores mórmons.

Como lobista SUD junto a esses legisladores, coube a Evans concretizar essa aproximação, e a experiência mudou sua visão de mundo. Ao se aproximar da liderança Continuar lendo

Profetas Mórmons: Pauline Hancock

Profetas vivos são a parte mais idiossincrática da história, da teologia e da tradição mórmons. Tanto que o primeiro hinário mórmon, de 1835, continha uma estrófe celebrando a natureza ímpar desse quesito fundamental:

“Uma igreja sem um Profeta,
Não é a igreja para mim,
Ela não tem um cabeça para liderá-la,
Não pertenceria a uma assim.”

O conceito de profetas vivos permanece firme e forte, com mórmons cantando hoje “Graças damos, ó Deus, por um profeta; Que nos guia no tempo atual”. A celebração, e reverência, de profetas passados é quase tão forte quanto o culto aos profetas vivos atuais, inspirando publicações de biografias autorizadas e livros didáticos para mantê-los vivos na memória coletiva.

profetisa mórmon

Hulda, de Elspeth Young.

Não obstante, seja por divergência de tradições, seja por falta de interesse ideológico ou eclesiástico, ou por apatia literária ou historiográfica, muitos profetas da história e tradição mórmons são ignorados ou esquecidos. Esta série de artigos servirá para explorar as biografias e os legados desses líderes mórmons com sucintas introduções a seus chamados proféticos.

O artigo de hoje discutirá Pauline Hancock.

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Profetas Mórmons: Granville Hedrick

Profetas vivos são a parte mais idiossincrática da história, da teologia e da tradição mórmons. Tanto que o primeiro hinário mórmon, de 1835, continha uma estrófe celebrando a natureza ímpar desse quesito fundamental:

“Uma igreja sem um Profeta,
Não é a igreja para mim,
Ela não tem um cabeça para liderá-la,
Não pertenceria a uma assim.”¹

O conceito de profetas vivos permanece firme e forte, com mórmons cantando hoje “Graças damos, ó Deus, por um profeta; Que nos guia no tempo atual”. A celebração, e reverência, de profetas passados é quase tão forte quanto o culto aos profetas vivos atuais, inspirando publicações de biografias autorizadas e livros didáticos para mantê-los vivos na memória coletiva.

Detalhe de O Profeta Isaías, por Michelangelo (Mural na Capela Cistina)

Detalhe de O Profeta Isaías por Michelangelo (afresco no teto da Capela Sistina)

Não obstante, seja por divergência de tradições, seja por falta de interesse ideológico ou eclesiástico, ou por apatia literária ou historiográfica, muitos profetas da história e tradição mórmons são ignorados ou esquecidos. Esta série de artigos servirá para explorar as biografias e os legados desses líderes mórmons com sucintas introduções a seus chamados proféticos.

O artigo de hoje discutirá: Granville Hedrick. Continuar lendo

Brigham Young: Como Lidar com Apóstatas

O Presidente Brigham Young explicou como membros afastados ou inativos devem ser tratados dentro de comunidades predominantemente mórmons, em discurso no Tabernáculo em 27 de março de 1853.

"Eu posso cagar um profeta melhor e peidar revelações melhores" -- Brigham Young

Dentro do contexto histórico, os mórmons haviam se assentado no deserto da região de Utah havia pouco mais de 5 anos apenas, e Young estava dirigindo sua diatribe a mórmons que acreditavam que Young não deveria ter sido o sucessor profético de Joseph Smith, mas sim um homem chamado Francis Gladden Bishop. Young os chama, sarcasticamente, de “gladdenitas” e ameaça-los do púlpito com violência e turbas mórmons como retaliação por sua “apostasia”, sob aclamação e aplausos dos presentes.

Eis o discurso em sua íntegra (ênfases nossas): Continuar lendo