A Igreja SUD mantém um programa de caridade e voluntariado conhecido como “Mãos Que Ajudam”.

Além da controvérsia de patrocinar voluntariado para uma empresa de fins lucrativos (notoriamente corrupta) com mão-de-obra gratuita, e de dedicar apenas uma parcela ínfima para ajuda humanitária das vastas contribuições arrecadas anualmente (sem contar com o vasto império bilionário de empresas com fins lucrativos de propriedade da Igreja), esses programas de caridade e voluntariado costumam servir de fértil fonte para propaganda oficial, dando origem ao famoso trocadilho “Mãos Que Divulgam”. Membros da Igreja voluntários vestem o chamativo e facilmente reconhecido colete amarelo que facilita reconhecimento nas fotos que são publicados pela Igreja e patrocinados em sites de notícias e divulgação.
A nossa pergunta para os leitores é se esse tipo de caridade é válida ou louvável? Ou o que vale é o ato em si? Se o resultado pragmática importa mais que a intenção espiritual, não deveria a Igreja multi-bilionária e financiada pelo Estado através de generosas isenções de impostos investir mais em caridade do que somas pífias? Por outro lado, se as somas não importam, mas sim o espírito com que se oferece ajuda, então a publicidade e auto-promoção não desmerecem o ato em si? Os ensinamentos de Jesus sobre o assunto merecem consideração especial?
“Portanto, quando você der esmola, não anuncie isso com trombetas, como fazem os hipócritas nas sinagogas e nas ruas, a fim de serem honrados pelos outros. Eu lhes garanto que eles já receberam sua plena recompensa. Mas quando você der esmola, que a sua mão esquerda não saiba o que está fazendo a direita, de forma que você preste a sua ajuda em segredo. E seu Pai, que vê o que é feito em segredo, o recompensará.”
Penso que os lideres da igreja mormon fazem isso como tentativa de conseguir mais membros.
Quando fazem com amor genuino, as pessoas não precisam de cameras ou jornalistas registrando isso.
O principal objetivo do MQA por parte da igreja sempre foi o de melhorar a imagem da igreja perante o público brasileiro e facilitar o proselitismo dos missionários tendo por pano de fundo a ajuda humanitária o que também atrai a divulgação da mídia e de graça, tanto que só é realizado uma vez por ano. Sem dúvida uma grande jogada de marketing. Os membros por ingenuidade não percebem esse lado do programa, e acredito que todos eles participam com corações sinceros, e por isso são fortalecidos na fé, espiritualmente por doarem um pouco de si mesmos ao próximo. Portanto o programa MQA como institucional busca um objetivo comercial o que o deixa de fora do verdadeiro ideal cristão; porém indiretamente coloca os membros individualmente diante de uma oportunidade de prestar um serviço ao próximo de maneira desinteressada conforme o ideal cristão ensina.