Brigham Young: Fanáticos vs. Ciência

O Presidente Brigham Young fez os seguintes comentários sobre acreditar nas descobertas científicas e fanatismo religioso, no histórico Tabernáculo Mórmon, em julho de 1870:

Brigham Young

“Foi observado aqui nesta manhã que somos chamados de fanáticos. Salvem-me! Isso não é nada. Quem não tem sido chamado de fanático quando descobriu algo de novo na filosofia ou ciência? Todos nós lemos de Galileo, o astrônomo que, ao contrário do sistema de astronomia que tinha sido ensinado por muito tempo antes de seu tempo, ensinou que o Sol, e não a Terra, era o centro do nosso sistema planetário? Por isso, o erudito astrônomo foi chamado de “fanático”, e submetido a perseguição e prisão de natureza mais rigorosa. Assim tem sido com os outros que descobriram e explicaram novas verdades da ciência e da filosofia que têm estado em oposição às teorias estabelecidas há muito tempo; e a oposição que encontraram perdurou até que a verdade de suas descobertas fosse demonstrada com o tempo. O termo “fanático” não é aplicado aos professores apenas da religião. Como foi com o Dr. Morse, quando encarcerado no sótão de um edifício velho em Baltimore por mais de um ano, com um pouco de fio esticado em volta da sala, experimentando nela com sua bateria, e ele disse a um amigo que, por meio daquilo ele poderia sentar lá e falar com o Congresso em Washington? Ele não era considerado um fanático, e selvagem, e louco? Certamente ele era; e assim foi com Robert Fulton, quando ele estava conduzindo suas experiências com vapor e esforçando-se para aplicá-lo de modo a impulsionar um navio através da água. E todos os grandes descobridores na arte, na ciência, ou mecanismo (sic) tem sido denunciados como fanáticos e loucos; e declarados por seus contemporâneos que eles não sabiam o que estavam falando, e eles foram julgados como quase tão selvagens e incoerentes como a maioria das pessoas agora pensa George Francis Train ser. [1]

Vou dizer-lhe quem os fanáticos reais são: Eles são os que adotam princípios e idéias falsas como fatos, e tentam estabelecer uma superestrutura sobre uma base falsa. Eles são os fanáticos; e não obstante quão zelosos e fervorosos que possam ser, eles podem raciocinar ou argumentar em falsas premissas até do fim do mundo, e o resultado ainda será falso. Se nossa religião é deste caráter queremos saber disso; nós gostaríamos de encontrar um filósofo que possa provar isso para nós. Somos chamados de ignorantes; mas e daí? Não são todos ignorantes? Prefiro pensar assim. Quem pode nos dizer dos habitantes deste pequeno planeta que brilha de noite, chamada a lua? Quando vemos sua face, podemos ver o que é chamado de “o homem na lua”, e que alguns filósofos declaram que sejam as sombras das montanhas. Mas estas palavras são muito vagas, e equivale a nada; e quando você pergunta sobre os habitantes daquela esfera, você descobre que os mais instruídos são tão ignorantes em relação a eles como o mais ignorante de seus companheiros. Assim é com relação aos habitantes do sol. Você acha que ele é habitado? Eu acredito que seja. Você acha que há alguma vida lá? Sem sombra de dúvidas; ele não foi feito em vão. Ele foi feito para dar luz aos que habitam sobre ele, e para outros planetas; e assim vai ser com esta terra quando for celestializada. Cada planeta no seu primeiro estado rude e orgânico não recebe a glória de Deus sobre ele, mas é opaco; mas quando celestializado, cada planeta que Deus traz à existência é um corpo de luz, mas não até então. Cristo é a luz deste planeta. Deus dá luz aos nossos olhos. Você já pensou quem lhe deu o poder da visão? Quem organizou esses pequenos glóbulos em nossas cabeças, e formou os nervos que correm para o cérebro, e nos deu o poder de distinguir um círculo de um quadrado, uma posição vertical de um nível, grande de pequeno, branco, de preto, marrom de cinza, e assim em diante? Você adquiriu esta faculdade por seu próprio poder? Algum de vocês conferiu esse poder a mim ou eu a você? De modo algum. Então de onde é que conseguimos? A partir de um Ser superior. Quando eu penso sobre algumas das coisinhas no que diz respeito à organização da terra e os povos da terra, quão curioso e quão singular que é! E no entanto, quão harmoniosas e belas são as leis da natureza! E a obra de Deus segue adiante, e quem pode impedi-lo, ou quem possa deter a Sua mão, agora que Ele já começou o seu reino?” — Brigham Young (Journal of Discourses 13:270 ênfases nossas)


[1] George Fracis Train era um empresário de Boston que financiou avanços em transporte marítimo e ferroviário, cujas aventuras e viagens serviram de inspiração para ‘Volta ao Mundo em 80 Dias’ de Jules Verne.

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