Brigham Young: Amor ao Próximo

O Presidente Brigham Young fez os seguintes comentários sobre o verdadeiro amor ao próximo, no histórico Tabernáculo Mórmon, em fevereiro de 1857:

Brigham Young

Discursando sobre vida eterna, exaltação, e a importância de “conhecer a Deus” para garantir sua exaltação pessoal, Young explica a real natureza do amor cristão necessário para tal:
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Giordano Bruno entre Mórmons

Em Roma, numa famosa praça liricamente chamada “campo de flores”, encontra-se uma estátua muito especial. Roma é cheia de estátuas, mas esta é singular em seu significado.

Estátua de Giordano Bruno no Campo de Fiori, em Roma

Estátua de Giordano Bruno no Campo de’ Fiori, em Roma

A estátua é do filósofo e teólogo Giordano Bruno, e foi erguida no exato local onde Bruno foi queimado vivo há 416 anos.

Martirizado 230 anos antes do surgimento do mormonismo, ainda assim Bruno é uma figura fundamental para ele. Continuar lendo

Joseph Smith e Violência Doméstica

Durante as discussões sobre a seção 101 de Doutrina & Convênios e o seu contexto histórico, recebemos solicitações para explicitar melhor sobre o tema de violência doméstica na família do Profeta Joseph Smith.

Retrato de Emma Smith (Cortesia dos Arquivos SUD)

Retrato de Emma Smith, esposa de Joseph Smith (Cortesia dos Arquivos SUD)

atendendo a pedidos, eis uma breve exposição: Continuar lendo

Moça Mórmon Muda História

Uma jovem moça de apenas 16 anos de idade, ganhando sua vida como empregada doméstica que dorme na casa em que trabalha foi o pivô de um evento fundamental na história do mormonismo, e até influenciou nas escrituras mórmons.

Jovem empregada ilustrada por Gerrit Dou em sua 'Moça Pica Cebola' (1646)

Jovem empregada ilustrada por Gerrit Dou em sua ‘Moça Pica Cebola’ (1646)

Ontem publicamos o texto de uma seção de Doutrina e Convênios que figurou como escritura sagrada no cânone mórmon entre 1835 e 1876, quando foi subitamente removida das obras padrão. Hoje discutiremos como uma adolescente influenciou esta e outras mudanças. Continuar lendo

Doutrina & Convênios: Seção Removida

Uma seção de Doutrina e Convênios desaparece subitamente, sem quaisquer explicações, e a maioria dos membros da Igreja SUD desconhece de onde veio a seção, nem sabe por que ela foi removida das escrituras.

A primeira edição das revelações ditadas por Joseph Smith foi publicada em 1833 sob o título ‘Livro de Mandamentos’. A segunda edição, em 1835, teve o título alterado para ‘Doutrina e Convênios’, e o título permaneceu por edições subsquentes.

Edição “quádrupla” da Igreja SUD com todos livros canônicos, incluindo a Doutrina & Convênios, junto a Bíblia, o Livro de Mórmon, e a Pérola de Grande Valor

A primeira edição de 1835 de Doutrina e Convênios foi aprovada por Joseph Smith e pela Primeira Presidência, e oficialmente canonizada por voto de apoio da Igreja em assembleia em 17 de agosto de 1835. Não obstante, a seção 101 incluída nessa edição, havendo permanecido por décadas e através de edições diferentes, simplesmente foi removida na edição de 1876, sem explicações.

Eis o texto da seção 101 (das edições de Doutrina e Convênios entre 1835 e 1876) na íntegra, pela primeira vez em português: Continuar lendo

No Caminho de Damasco: Relatos Contemporâneos

A conversão de Saulo de Tarso, popularmente conhecido com o Apóstolo Paulo, é uma narrativa popular entre cristãos há quase dois milênios e uma das estórias mais recontadas entre mórmons e por missionários SUD.

Narrando a estória de como um judeu fanaticamente religioso e opositor da nascente fé cristã, Saulo teria visto o ressuscitado Jesus Cristo e dele recebido uma comissão para apoiar e disseminar a Igreja de Cristo na Terra, e esta narrativa serve como fundamentação epistemológica central das fés cristã em geral, e mórmon em específica.

A caminho de Damasco, famosa pintura barroca por Michelangelo da Caravaggio (1571-1610)

Não obstante, existem no registro histórico apenas 4 relatos da conversão de Saulo documentados, dos quais apenas dois contemporâneos a ele.

Ei-los em ordem cronológica aproximada:

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A Primeira Visão: Relatos Contemporâneos

A Primeira Visão é uma narrativa popular entre mórmons na atualidade, e uma das primeiras coisas que missionários SUD são instruídos a recontar para potenciais conversos.

Narrando a estória de como Joseph Smith, ainda adolescente, teria visto Deus e Jesus Cristo, e d’Eles recebido uma comissão para reorganizar a Igreja de Cristo na Terra, a Primeira Visão serve como fundamentação ontológica central da fé mórmon.

A Primeira Visão, print de filme para proselitismo da Igreja SUD

A Primeira Visão, print de filme para proselitismo da Igreja SUD

Não obstante, existem no registro histórico apenas 13 relatos documentados da Primeira Visão que sejam contemporâneos com Smith.

Ei-los todos em ordem cronológica, pela primeira vez em português:
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Brigham Young: Mãe das Mães

Nesse dia das mães, celebremos a mãe de todas as mães: Quem foi Eva?

Brigham Young
O Presidente Brigham Young fez os seguintes comentários sobre a mãe de todas as mães, Eva, explicando quem ela era:
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Comunidades Mórmons Sob Intervenção Federal

O governo federal dos EUA recomendou expulsar agentes policiais em uma comunidade mórmon, bem como intervenção federal sobre oficiais municipais, devido a acusações de violações de separação Estado-Igreja.

Comunidades de mórmons polígamos se concentram no sul de Utah

De acordo com promotores federais, mórmons dessa comunidade consistentemente optavam por obedecer ordens de seus líderes eclesiásticos em detrimento da Lei Constitucional, com grande prejuízo para os membros da comunidade que não pertecem à Igreja.

Entenda o caso: Continuar lendo

Russell Nelson: Epidemia de AIDS e Direitos Civis

Em discurso de Conferência Geral o Apóstolo, e médico, Russell Nelson explicou como a epidemia de HIV e AIDS, que já ceifou as vidas de mais de 34 milhões de pessoas desde a década de 1980, foi causada em parte pela luta por direitos civis.

Apóstolo Russell Nelson serve atualmente como Presidente do Quórum dos Doze

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Profecia e Revelação

A mensagem da Primeira Presidência deste mês para A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, escrita pelo Presidente Henry B. Eyring, afirma aos membros da Igreja que os “profetas e apóstolos vivos… recebem constante orientação do céu.”

Henry Eyring conduz a 2a sessão da Conferência Geral... de dentro de uma savana?

Henry B. Eyring, Primeiro Conselheiro na Primeira Presidência

Quando, porém, esses homens falam em nome de Deus? Sempre? Às vezes? “Constante[mente]”?

Eyring oferece sua resposta nessa mensagem, mas ela parece contradizer um ensinamento ainda oficial da Igreja SUD: Continuar lendo

Mudanças em Doutrina & Convênios

Dentre as revelações ditadas pelo Profeta Joseph Smith e anotadas por vários de seus secretários e escribas, fez-se uma coletânea para publicação e canonização.

A primeira edição destas revelações foi publicada em 1833 sob o título ‘Livro de Mandamentos’. A segunda edição, em 1835, teve o título alterado para ‘Doutrina e Convênios’, e o título permaneceu por edições subsquentes.

Edição “quádrupla” da Igreja SUD com todos livros canônicos, incluindo a Doutrina & Convênios, junto a Bíblia, o Livro de Mórmon, e a Pérola de Grande Valor

Não obstante a manutenção do mesmo título por quase dois séculos, e da natureza sacra dos textos em si, houve diversas mudanças entre uma coleção e outra, e nos próprios textos em si, de edição a edição.

A melhor maneira para se visualizar e estudar essas mudanças é ler, analisar, e estudar as diferentes versões lado a lado, comparando-as. Por esse motivo, disponibilizamos cópias das edições de 1833 e 1835, assim como os textos da edição SUD atual, para fácil comparação e estudo:
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A descendência “cainita” de Joseph Smith

É de conhecimento geral que a Igreja SUD, em uma determinada época, acreditava que os negros africanos eram descendentes de Caim, portanto amaldiçoados para o Sacerdócio.

Essa doutrina, mencionada pelo próprio site oficial da Igreja no ensaio “Raça e Sacerdócio” menciona essa “doutrina” sendo cultural e oriunda aproximadamente ao ano de 1730.

Brigham Young também incentivou muito o estudo e que a religião não deveria contradizer a ciência. Podemos até dizer que Brigham Young era uma pessoa que possuía uma mente analítica. Ele não era uma pessoa que se acomodava com o pensamento contemporâneo, ele acreditava em vidas em outros planetas, embora estivesse enganado sobre a vida em nosso sistema solar, é de se admirar que um líder religioso cristão tivesse tais pensamentos em pleno século XIX.

Embora esses pensamentos fossem motivados pelas revelações de Joseph Smith, há que se mencionar a notoriedade em Brigham Young não aceitar o conceito de Adão ter sido criado do barro, como diz a Biblia. Algo surpreendente para a época, embora ele ainda estivesse errado em achar que o homem veio em sua forma atual do espaço, de outro planeta. Tenho grande admiração por Brigham Young, e ainda que estivesse errado em algumas coisas, ele não deixava de pensar.

Contudo, ele não pensou num assunto que talvez tenha sido um dos mais impactantes de sua presidência, qual seja, a exclusão dos negros do Sacerdócio. A justificativa era de que os negros não podiam portar o Sacerdócio devido a essa suposta descendência de Caim e para um homem que gostava de pensar sobre as doutrinas do evangelho, ele não teria tido esse pensamento se tivesse usado uma lógica simples e elementar.

'Caim e Abel' por Jacopo Palma il Giovane, ca. 1590

‘Caim e Abel’ por Jacopo Palma il Giovane, ca. 1590

Vou deixar esse assunto em aberto para explicar uma pesquisa cientifica recente e depois retomo esse pensamento. Continuar lendo

Site Oficial da Igreja Mórmon Mente?

Frequentemente circulam, entre membros da Igreja SUD pelas redes sociais, campanhas urgindo demais membros a apenas ler sites oficiais da Igreja.

A motivação para, e a problemática de, tal visão miópica foram habilmente abordadas em recente artigo de Emanuel Santana.

Contudo, a questão ainda não abordada é o que fazer quando o site oficial da Igreja mente? Continuar lendo

Liberdade Religiosa e a Constituição

A Igreja SUD adotou há alguns anos uma bandeira ativista defendendo “liberdade religiosa”.

Bruce “o chefe” Springsteen (Foto: Mario Anzuoni/Reuters)

O que isso tem a ver com Bruce Springsteen, violação da Constituição Norte-americana, campanhas políticas por parte da Igreja, e a defesa de práticas discriminatórias é o que a Professora Assistente de Direito Constitucional e Pena Capital na Universidade Estadual da Geórgia, Lauren Sudeall Lucas, explica em excelente, porém sucinto, artigo:

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