O porta-voz de Deus, o representante de Jesus Cristo na Terra, o líder supremo da Igreja emitiu ontem uma conclamação formal a todos os fiéis para protegerem e cultivarem suas famílias.

Para Católicos, o Papa é o representante oficial e o porta-voz de Jesus. Seu título “Vicário de Cristo” literalmente significa “delegado” ou “representante” ou “substituto”. Ele fala o que Cristo falaria se estivesse aqui. Ele é o exato equivalente ao Presidente da Igreja para os Mórmons da Igreja SUD.
Ontem, o atual Papa (o argentino Jorge Mário Bergoglio) publicou o seu tratado “Amoris laetitia” (a alegria do amor), que se destina a ser uma proclamação à Igreja Católica e a seus fiéis sobre a instituição da família, e como protegê-la. Baseado em sua finalidade e o seu tema principal, este seria o exato análogo ao documento oficial publicado pelo Presidente da Igreja para os Mórmons da Igreja SUD entitulado ‘A Família – Uma Proclamação Ao Mundo‘.
O Papa Católico e o Profeta Mórmon publicaram encíclicas destinadas a “proteger a família”. Não obstante, há uma enorme e fundamental diferença entre os dois documentos. Veja se você consegue percebê-la.
Citamos da reportagem sobre o documento Católico (ênfases nossas):
O Papa Francisco pediu mais compreensão com relação às famílias não tradicionais no documento “A Alegria do Amor”, que foi divulgado nesta sexta-feira (8). Ele pediu aos sacerdotes de todo o mundo aceitar gays e lésbicas, divorciados católicos e outras pessoas que vivem em situações que a igreja considera “irregulares”.
O texto “Amoris Laetitia” … representa uma mudança uma vez que reconhece as numerosas razões pelas quais os casais, segundo o contexto social e cultural, decidem conviver.
O pontífice diz que a igreja não deve continuar a fazer julgamentos e “atirar pedras” contra aqueles que não conseguem viver de acordo com ideais de casamento e vida familiar do Evangelho…
“Desejo, antes de mais nada, reafirmar que cada pessoa, independentemente da própria orientação sexual, deve ser respeitada na sua dignidade e acolhida com respeito, procurando evitar qualquer sinal de discriminação injusta e, particularmente, toda a forma de agressão e violência”, afirma o Papa no documento.
…
O líder católico pediu à igreja que “valorize” as “uniões de fato” e reconheça os “sinais de amor” entre estes casais e que sejam “acolhidos e acompanhados com paciência e delicadeza”, afirmou a France Presse.
“A escolha do matrimônio civil ou, em outros casos, da simples convivência, frequentemente não está motivada pelos preconceitos ou resistências à união sacramental, e sim por situações culturais ou contingentes. Nestas situações, poderão ser valorizados aqueles sinais de amor de que, de algum modo, refletem o amor de Deus”.
Ficou clara a diferença fundamental? Caso não tenha ficado, citamos da reportagem sobre o documento Mórmon:
A Igreja Mórmon recentemente “celebrou” o 20° aniversário de seu odioso “A Família: Uma Proclamação Ao Mundo.” A proclamação foi lida pelo então Presidente da Igreja Gordon B. Hinckey na Conferência Geral da Sociedade de Socorro em 23 de setembro de 1995, na Cidade de Lago Salgado, Utah. A ocasião marcou o dia em que a Igreja Mórmon declarou guerra contra o casamento gay. A Igreja ordenou que seus membros enquadrassem suas cópias da Proclamação para pendurá-las em seus lares. A maioria das famílias Mórmons fizeram isso.
Não coincidentemente, também em 1995, a Igreja Mórmon iniciou sua luta [política] contra o casamento gay no Havaí. [Os líderes da Igreja] traçaram planos elaborados para bloqueá-lo no primeiro estado onde estava sendo considerado. Quando a liberdade para [bloquear] casamento [gay pelo estado] finalmente chegou a voto no Havaí após três anos, ela foi aprovada. Após essa vitória em 1998, a Igreja Mórmon deu seguimento à sua campanha furtiva para proibir casamento gay por todos os Estados Unidos.
Para aqueles que não conhecem a história recente da Igreja SUD, o documento popularmente conhecido como “Proclamação da Família” foi publicado, e é distribuido e utilizado, como uma ferramenta para discriminar contra casais e famílias LGBT. Nas décadas que seguiram sua publicação a Igreja SUD gastou dezenas de milhões de dólares (junto com a Igreja Católica, diga-se) para passar legislações que codificavam essa discriminação e preconceito em leis. No aniversário de 20 anos de sua publicação, o Presidente da Igreja decidiu intensificar a discriminação proibindo a benção e o batismo de crianças em lares LGBT.
Além desse documento, a Igreja SUD oficialmente discrimina contra famílias “irregulares”, para usar uma expressão do Papa Francisco. Casais e famílias, mesmo com décadas de convivência estável e fiel, são consideradas e tratadas como “inferiores” e de “segunda classe” ou mesmo “indignos” (ver manual oficial). Divorciados são, também, tratados com um certo grau de desconfiança e com status social (e espiritual) reduzido por membros e pela liderança.
Enquanto isso, o Pontífice Católico urge a liderança da Igreja e de seus membros a serem mais tolerantes e caridosos com casais e famílias nessas situações “irregulares”. Note-se que o Papa não alterou nenhuma doutrina oficial sobre a família, e tampouco alterou o status religioso de homossexuais ou casais LGBT. Contudo, a preocupação com um tratamento mais humanizado, tolerante, e inclusivo é óbvia e inegável. As reações ao pronunciamento papal foram quase universalmente positivas, sendo elogiada pela preocupação com o conceito religioso de graça e inclusividade social, focado mais em perdão que condenação, por sua clareza prática e utilitarismo no mundo real, e maestria literária e poética.
O contraste entre as duas lideranças não poderia ser mais óbvia. Apesar da característica postura conservadora, a posição Católica parece evoluir para maior inclusividade e maior caridade que a posição Mórmon, que parece evoluir para uma posição mais discriminatória, menos inclusivista e mais divisiva, especialmente divisiva para unidades familiares. Não à toa, as reações aos pronunciamentos proféticos Mórmons tem sido quase universalmente negativas, condenando o preconceito e a discriminação neles.
A Igreja SUD uniu-se recentemente aos Adventistas para investir em campanhas publicitárias milionárias para melhorar sua imagem pública. Investir em mensagens conciliatórias, defendendo famílias discriminadas e rejeitadas pela religião e pela sociedade, não seria um investimento mais barato, mais seguro, e mais ético?
Muitas vezes observo que independente do passado houve uma evolução na igreja católica.
Estão mais abertos ao amor, a inclusão e a socialização.
Assim como nós, a igreja católica tem uma passado obscuro, foi racista, foi uma ditadura, foi contra principios de amor.
A diferença é que a igreja católica não esconde seu passado ela o aceita e mostra a mudança. É uma igreja idolatra as seus lideres e não esconde isso também. Nós sud ainda não apredemos a aceitar nosso passado, tentamos esconder, não aceitamos mas, temos desculpas para tudo. Somos idolatras de nossos lideres, criamos livros sobre eles e “testemunhamos” sobre eles, o que dizem, devo obedecer sem questinonar, louvamos tais homens e o amamos acima de nossa família.
Será que vamos evoluir? Será que assim como a católica aprenderemos a aceitar e amar a todos incondicionalmente? Será que algum dia aceitaremos nossa história e aprenderemos a lidar com ela sem esconder ou mentir?
Será que perceberemos a idolatria disfarçada na igreja, a idolatria aos líderes(profetas, apóstolos etc)?
Espero que possamos aceitar as diferença, as minorias, os que sofrem, que possamos compreender como é difícil amar uns aos outros como cristo ensinou, e a partir desse momento me lembrar que também sou um pecador e que cristo ama a todos nós, não existe um nessa terra que seja igual a cristo sem pecados, que possamos ser mais igualitário e menos segregados.
Que possamos aprender com cristo “amai-vos uns aos outros como eu vos.
amo”. E que possamos por fim acabar com julgamentos, com preconceito e de achar desculpas infundadas para discriminar pessoas.
Maravilhoso , Priscila, o seu comentário.