Brigham Young: Habitantes da Lua e do Sol

O Presidente Brigham Young fez os seguintes comentários sobre habitantes na Lua e no Sol, no histórico Tabernáculo Mórmon, em julho de 1870, e posteriormente publicado pela Igreja:

Interpretação popular da ilusão de ótica conhecida como “o homem na Lua”, como vista do hemisfério norte da Terra, formada pelos acidentes geológicos: 1) Mare Imbrium, 2) Mare Serenitatis, 3)  Mare Vaporum, 4) Mare Insularum, 5) Mare Cognitum, e 6) Mare Nubium. (Imagem por Luc Viatour)

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Brigham Young: Como Lidar com Apóstatas

O Presidente Brigham Young explicou como membros afastados ou inativos devem ser tratados dentro de comunidades predominantemente mórmons, em discurso no Tabernáculo em 27 de março de 1853.

"Eu posso cagar um profeta melhor e peidar revelações melhores" -- Brigham Young

Dentro do contexto histórico, os mórmons haviam se assentado no deserto da região de Utah havia pouco mais de 5 anos apenas, e Young estava dirigindo sua diatribe a mórmons que acreditavam que Young não deveria ter sido o sucessor profético de Joseph Smith, mas sim um homem chamado Francis Gladden Bishop. Young os chama, sarcasticamente, de “gladdenitas” e ameaça-los do púlpito com violência e turbas mórmons como retaliação por sua “apostasia”, sob aclamação e aplausos dos presentes.

Eis o discurso em sua íntegra (ênfases nossas): Continuar lendo

Brigham Young: Contra Educação Universal

O Presidente Brigham Young fez os seguintes comentários sobre educação universal durante a Conferência Geral de abril, 1877.

Brigham Young

É interessante notar nesse trecho que, além de se posicionar contra educação universal (atualmente considerada, quase unânimente, como um direito humano básico) e considerá-la o equivalente a furto, Young o faz demonstrando rejeitar fatos estatisticamente comprováveis a favor de opiniões pessoais e experiências anedotais, enquanto critica aqueles que guardam 90% de doações voluntárias apenas para doar à caridade meros 10% (quem faz isso?): Continuar lendo

A Terra é Plana

A Terra é plana, fixa no centro do universo, encerrada por um domo composto pelos céus, e ao seu redor circulam o sol, a lua, e as estrelas.

Ao menos é o que diz a Bíblia.

As sociedades de Terra Plana são sociedades modernas baseadas na crença de que a Terra seja plana. Surpreendentemente, tais sociedades proliferam-se tanto na Bretanha e nos EUA, assim como no Brasil. As hipóteses modernas pela Terra Plana se originaram no século 19 com o escritor inglês Samuel Rowbotham, que publicou o livro A Terra Não É Um Globo, onde a Terra é descrita como um disco plano, centrado no Pólo Norte, delimitado ao longo da borda sul por um muro de gelo (i.e., o continente da Antártida), tendo o Sol e a Lua a 4.800 km e o Cosmo a 5.000 km acima da Terra.

Rowbotham argumentou, como é comum entre Terra Planistas até hoje, que a “Bíblia, em conjunção com os nossos sentidos, apoiou a ideia de que a Terra era plana e imóvel e esta verdade essencial não deve ser anulada por um sistema baseado unicamente em conjectura humana”.

Invariavelmente, tais sociedades estruturam-se exclusivamente em teorias de conspiração, ignorância de princípios científicos básicos, pseudociência, e uma leitura bíblica literalista e inerrante.

Leiamos, portanto, o que realmente diz a Bíblia Hebraica sobre o formato da Terra¹:
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História Mórmon Não Ocorreu Como Ensinada Pela Igreja

Há poucos dias, publicamos a declaração do historiador e apologista Richard Bushman sobre a narrativa oficial da história mórmon não ser verdadeira.

Patriarca e ex-Presidente de Estaca, Editor para a Igreja SUD, e historiador biógrafo de Joseph Smith, Richard Lyman Bushman

Em um serão informal, ele havia sido questionado se acreditava haver espaço no mormonismo para diferentes narrativas históricas ou se a Igreja SUD manter-se-ia atrelada à sua atual narrativa oficial. Bushman respondeu (ênfase nossa):

Eu acho que para a Igreja permanecer forte, ela tem que reconstruir sua narrativa. A narrativa dominante não é verdade. Ela não pode ser sustentada. Assim, a igreja tem que absorver toda essa nova informação [histórica], ou ela vai se basear numa fundação instável, e é isso que ela está tentando fazer. E vai ser uma pressão para um monte de gente, para pessoas mais velhas especialmente, mas eu acho que tem que mudar.

Apesar da tendência recente em publicar fontes antes pouco acessíveis ou mesmo secretas, bem como incluir informações e narrativas que haviam sido marginalizadas em sua história, e até mesmo retirar uma mentira histórica de suas escrituras, A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias ainda sustenta e promove algumas narrativas que beiram o ficcional, distorce fatos a fim de adequá-los às suas práticas e doutrinas atuais, e falha grosseiramente em disponibilizar novas informações históricas ao seu público interno. Nesse sentido, a “narrativa dominante” na Igreja, como afirma Bushman, não é verdadeira.

Tal constatação absolutamente não implica em desacreditar ou deixar de acreditar em conceitos subjetivos e abstratos que constituem a fé religiosa em geral, ou a fé mórmon em específico. Não obstante, devido a leituras deficientes e/ou ao desejo de confirmar suas próprias crenças (acerca do mormonismo, ou de Bushman, ou destas Vozes Mórmons), alguns erroneamente atribuíram (a Bushman ou a este site) essa conclusão de natureza espiritual.

Richard Bushman publicou, há dois dias, uma nota em que reafirma suas crenças pessoais no chamado profético de Joseph Smith e nos eventos sobrenaturais por ele narrados, refutando a conclusão infundada e débil de que teria “perdido seu testemunho”.

Eis a nota, traduzida na íntegra (ênfases e links nossos): Continuar lendo

Lucy Mack Smith: Joseph e as Placas

Lucy Mack Smith, mãe do Profeta Joseph Smith, legou para a posteridade o seu relato pessoal de como Smith teria encontrado as “placas de ouro” contendo o texto do Livro de Mórmon.

‘O Monte Cumorah’ por C.C.A. Christensen

Lucy Mack reconta o primeiro dia de outono de 1823, após Smith haver recebido a visita noturna de um anjo, orientado-o sobre a existência das placas, seu conteúdo, e seu esconderijo. Ela explica como Smith se preparou durante um ano para poder receber custódia das placas, e ainda como ele compartilhava com sua família o conhecimento histórico e cultural que ia adquirindo durante sua educação e preparo, em antecipação para ler e traduzir o relato contido nas placas. E, finalmente, a mãe do Profeta explica o que ocorreu ao final desse um ano de preparações e muita antecipação:
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Russell Nelson: Livro de Mórmon Não é Histórico

O Apóstolo Russell Nelson, atual Presidente do Quórum dos Doze, proferiu discurso no qual ele reconhece que o Livro de Mórmon não tem o valor histórico que o seu próprio texto proclama, e o Profeta Joseph Smith lhe atribuía.

Russell M. Nelson, Presidente do Quórum dos Doze Apóstolos, discursando diante dos novos presidentes de missão em 2016. (Foto: Matthew Reier)

Nesse discurso, feito há duas semanas durante o Seminário de 2016 para Novos Presidentes de Missão no Centro de Treinamento de Missionários de Provo, Utah, cuja mensagem central fora a importância dos temas religiosos, espirituais, e teológicos abordados no Livro de Mórmon, Nelson admite
problemas com relação a historicidade da narrativa do Livro de Mórmon: Continuar lendo

Joseph Smith III: Revelação Sobre Negros

O Profeta mórmon Joseph Smith III, filho mais velho do Profeta fundador Joseph Smith Jr, e Presidente d’A Igreja Reorganizada de Jesus de Cristo dos Santos dos Últimos Dias (atualmente Comunidade de Cristo) anotou e apresentou a seguinte revelação concernente à ordenação de negros ao sacerdócio em maio de 1865.

O contexto histórico é o recente fim da Guerra Civil Americana e a recente emancipação dos escravos negros. Esta revelação foi incluída em Doutrina e Convênios como a seção 116:

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Brigham Young: Como Lidar com Adultério

O Presidente Brigham Young fez os seguintes comentários sobre como lidar com membros que cometem adultério, no histórico Tabernáculo Mórmon, em março de 1856:

Brigham Young

Discursando sobre a natureza da dualidade entre o corpo e o espírito, e o equilíbrio entre o intelecto e o trabalho manual, Young explicou como devemos lidar com membros que cometem adultério (ênfases nossas):
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Seminário Ensinará Origem Divina do Banimento de Negros

A mais recente publicação oficial para o ensino de adolescentes mórmons classifica a exclusão de negros do sacerdócio e das ordenanças do templo como uma lei temporária inspirada divinamente.

negros mórmons racismo seminário

Amanda e Samuel Chambers, conversos mórmons ainda no Mississippi pré-guerra, chegaram a Salt Lake City em 1870.

O novo manual para professores do Seminário sugere que os alunos situem o banimento racial mórmon (1852-1978) na mesma categoria de outras práticas e eventos, como a redução da idade para jovens saírem em missão, anunciada em 2012, e a realização de reuniões de jejum e testemunho às quintas-feiras, antes de 1896.

O novo manual do Seminário,  Continuar lendo

Igreja Explica Discriminação Contra Negros

Do túnel do tempo, um vídeo extraído de um documentário de 1973 sobre A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias explica porque negros eram discriminados pela Igreja.

Wendell Ashton dando discurso na Conferência Geral de abril de 1971

A porção central do clipe mostra o Diretor de Relações Públicas da Igreja SUD, e irmão mais velho do Apóstolo Marvin Ashton, Wendell Jeremy Ashton, oferecendo a explicação oficial em nome da Igreja: Continuar lendo

Bênção Patriarcal de Joseph Smith

Em 09 de dezembro de 1834, Joseph Smith Jr. recebeu de seu pai uma bênção patriarcal. Semanas antes de completar 29 anos, o jovem profeta ouviu de seu pai sexagenário palavras que não só remetiam aos patriarcas bíblicos como traçavam a eles sua genealogia e promessas.

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Joseph Smith Sr. foi ordenado como Patriarca da Igreja de Cristo em 1833, sendo seu ofício o único ofício eclesiástico hereditário estabelecido durante a vida do profeta mórmon. Joseph Smith Sr. concedia aos membros da Igreja bênçãos patriarcais. No mormonismo, a bênção patriarcal é uma profecia individual, proferida durante uma cerimônia com imposição de mãos de um patriarca, cujas palavras e profecias são transcritas para servir ao recepiente como escrituras personalizadas e guia espiritual.

Nessa benção patriarcal, o Patriarca elogia seu filho, o Profeta, por sempre apoiar seu pai a despeito de seu problema com alcoolismo, afirmando-lhe que obteria enormes poderes sobrenaturais para realizar milagres iguais aos realizados por Jesus e até mais, e ainda prometendo-lhe segurança física contra assassinos potenciais que lhe tentariam, em vão, tirar-lhe a vida. Acima de tudo, Smith Sr. profetiza a Smith Jr. em tons milenares, comuns para o mormonismo dessa época, que ele ainda presenciaria a tão esperada Segunda Vinda de Cristo.

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Gordon Hinckley: Faça Guerra, Não Sexo!

O então Apóstolo Gordon B. Hinckley, 15o Presidente d’A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, proferiu um discurso na Conferência Geral de abril de 1967 onde ele faz apologia à guerra como um chamado moral em contraste com a imoralidade do sexo pré-marital:

Gordon B. Hinckley, 15o Presidente d'A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias (1995-2008)

Gordon B. Hinckley, 15o Presidente d’A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias (1995-2008)

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Brigham Young: Assassinar por Caridade

O Presidente Brigham Young fez os seguintes comentários sobre assassinar pecadores para a remissão de seus pecados e como isso deve ser considerado uma forma de eutanásia espiritual, no histórico Tabernáculo Mórmon, em fevereiro de 1857:

Brigham Young

Discursando sobre vida eterna, exaltação, e a importância de “conhecer a Deus” para garantir sua exaltação pessoal, Young explica que a real natureza do amor cristão inclui matar pessoas de modo a lhes ajudar atingir sua salvação (ênfases nossas):
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Brigham Young: Amor ao Próximo

O Presidente Brigham Young fez os seguintes comentários sobre o verdadeiro amor ao próximo, no histórico Tabernáculo Mórmon, em fevereiro de 1857:

Brigham Young

Discursando sobre vida eterna, exaltação, e a importância de “conhecer a Deus” para garantir sua exaltação pessoal, Young explica a real natureza do amor cristão necessário para tal:
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