Somos aquilo que recordamos e também o que resolvemos esquecer.
Iván Izquierdo
Na última terça-feira, o veto ao casamento entre pessoas de mesmo sexo foi derrubado na Califórnia. O veto conhecido como “proposição 8” havia sido aprovado em um referendo de 2008, quando os californianos reverteram, por 52% dos votos, a decisão da Suprema Corte estadual que autorizava tais casamentos. Nesta semana, porém, o veto foi considerado inconstitucional por um tribunal de apelação, visto que a Proposição 8, de acordo com os juízes, contradizia a emenda 14 da constituição dos EUA, que garante a proteção igualitária a todos os seus cidadãos. O relatório do tribunal afirmou que
A Proposição 8 não serve a outro propósito e não tem efeito a não ser diminuir o status e a dignidade humana de gays e lésbicas na Califórnia e reclassificar oficialmente suas relações e famílias como inferiores àquelas de casais de sexos opostos. A Constituição simplesmente não permite “leis desse tipo”.
Outros recursos, no entanto, estão ainda por vir, de forma que a disputa em torno do casamento gay na Califórnia está longe de terminar. A
primeira reação contrária à decisão estava dentro do próprio tribunal. O juíz N. Randy Smith, natural de Utah e formado pela BYU, foi voto vencido entre os três juízes. Nesse mesmo dia, A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias publicou uma declaração, contrária à nova decisão:
A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias lamenta a decisão de hoje. Eleitores da Califórnia por duas vezes determinaram em uma eleição geral que o casamento deveria ser reconhecido entre um homem e uma mulher. Sempre tivemos essa visão. Tribunais não deveriam alterar essa definição, especialmente quando o povo da Califórnia se manifestou tão claramente sobre o assunto.
Milhões de leitores da Califórnia enviaram uma mensagem que o casamento tradicional é crucial para a sociedade. Eles expressaram seu desejo, através de processo democrático, de manter o casamento tradicional como o alicerce da sociedade, como há sido por gerações.
A Igreja sud não foi a única instituição religiosa a promover a Proposição 8 e uma motivação moral e religiosa parece ter sido bastante presente na campanha. Vários outros grupos religiosos -incluindo católicos romanos, cristãos ortodoxos orientais, evangélicos e judeus ortodoxos – haviam tomado parte na campanha a favor do veto, motivados pela defesa do “casamento tradicional”. Pesquisas também indicaram uma forte adesão da população negra, o que dificilmente poderia ser atribuído à Igreja sud. No entanto, apesar de toda a diversidade entre os apoiadores da proposição 8, é inegável que o esforço humano empregado e as doações em dinheiro para a campanha por parte da Igreja sud sobrepujaram as de qualquer outra organização religiosa. A Igreja sud chegou inclusive a ser multada por uma comissão estadual que investigava os financiamentos de campanha, por irregularidades nos registros de doações. Alguns membros sud na Califórnia expressaram o desconforto que sentiram com a enorme pressão nos serviços dominicais e contatos com líderes eclesiásticos e até mesmo no Brasil eu me vi em meio a uma conversa tendo que explicar por que mórmons estavam supostamente “contra os gays”.
O que levou a Igreja sud a se embrenhar nessa questão política? Ressalte-se que apenas a questão doutrinária de conceber o homossexualismo como pecado e a suposta necessidade de defender o modelo tradicional de família não são em si suficientes para uma igreja que defende e se beneficia, ao redor do mundo, da separação entre religião e estado. Se cada princípio ensinado pela Igreja sud a levasse a ações políticas, teríamos a igreja, por ex, lançando uma campanha pela proibição da tatuagem(!) ou se envolvendo no intrincado debate público sobre aborto. Também caso a posição doutrinária fosse a única ou maior motivação, a posição da Igreja sud seria a mesma em todos os países. Mas, como vimos no Brasil, a Igreja (felizmente) não procurou sequer se manifestar publicamente sobre o debate em torno da questão em nosso país.
Dentre as possíveis motivações para os líderes da Igreja sud darem tanta ênfase à iniciativa de impedir o casamento gay nos EUA, segundo algumas opiniões, está a tentativa de aproximação ideológica com o público evangélico norte-americano que, em geral, vê os mórmons como não-cristãos. A atitude militante da Igreja sud liderando uma causa conservadora de muitos cristãos norte-americanos aparentemente está dando bons frutos à campanha de Mit Romney. Não sabemos como será tratado o tópico no embate com Obama, mas nas prévias republicanas, Romney – como não podia deixar de ser – tira vantagem entre a direita republicana.
(Leia também: L. F. Veríssimo fala sobre Romney e evidencia a persistência da poligamia como imagem-chave do mormonismo)Outro possível motivo estaria na abertura que o casamento entre pessoas do mesmo sexo daria para a descriminalização da poligamia nos EUA, praticada por milhares de “outros mórmons”, não filiados à Igreja sud. Neste momento em Utah, por ex., uma família de mórmons fundamentalistas está pedindo a inconstitucionalidade da lei anti-bigamia. Por mais distante que esteja o passado polígamo da Igreja sud, esse parece ser um fantasma do qual a própria Igreja quer se livrar. E aqui voltamos à declaração divulgada pela Igreja na terça-feira.
Como fica claro na declaração da hierarquia sud, a Proposição 8 também é anti-poligamia: “A Igreja (…) lamenta a decisão de hoje. Eleitores da Califórnia por duas vezes determinaram (…) que o casamento deveria ser reconhecido entre um homem e uma mulher” (grifo nosso). A inclusão do artigo indefinido singular não é um mero detalhe. Em uma importante declaração de 1995, A Família: proclamação ao mundo, lê-se “marriage between man and woman” – casamento entre homem e mulher – ou, pela tradução oficial da igreja ao português, casamento entre “o homem e a mulher“, onde o artigo definido não traz a ideia singular tão presente em “um homem e uma mulher”. A ênfase na monogamia expressa na declaração da última terça até poderia ser um ponto livre de conflito, dada a mudança no entendimento oficial sud sobre casamento, desde a proibição total do casamento plural pela Igreja. O que mais compromete a declaração é a frase seguinte: “Sempre tivemos essa visão”. Sempre?
Joseph F. Smith, posando na foto acima com sua extensa família, com certeza não iria corroborar esse “sempre”. Nem ele, nem gerações de homens e mulheres que viveram as mais duras perseguições e provações por causa do casamento plural. Para colocar a questão em termos de número na hierarquia máxima da Igreja, tivemos sete presidentes da igreja que estiveram em algum momento envolvidos com a prática do casamento plural (de Joseph Smith a Heber J. Grant) e nove presidentes que foram sempre monogâmicos (de George Albert Smith a Thomas S. Monson). O presente sud é monogâmico e mesmo anti-polígamo. Tudo bem. Mas estaria correta essa edição da história ao se declarar que “sempre” fomos a favor do casamento entre “um homem e uma mulher” e contrários a qualquer outro arranjo?
No séc. XIX, A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias sofreu a perseguição do governo federal americano. Homens e mulheres mórmons foram encarcerados por “coabitação ilegal” e a Igreja chegou a ser legalmente desconstituída. O estado tinha o direito de fazer isso com os mórmons?
Um grave erro foi cometido contra a liberdade religiosa de um grupo minoritário, privados de seus direitos civis pela impopularidade de seus arranjos familiares. É portanto questionável que a mesma Igreja sud hoje considere o estado como tendo o direito, ou mesmo o dever, de definir o que é casamento de modo a excluir outros arranjos não-tradicionais.
Ou será que a Igreja sud um dia ainda agradecerá aos Estados Unidos da América que “se manifestou tão claramente” e “enviaram uma mensagem”, através da usurpação de direitos e da violência estatal, para que os pioneiros mórmons pudessem aprender a “manter o casamento tradicional como o alicerce da sociedade, como há sido por gerações”, ou seja, “entre um homem e uma mulher”?
Existe algo de perverso na tentativa de barrar o direito ao casamento de uma parcela da população. Perverso não só contra os homossexuais, mas contra a própria memória e identidade mórmon.





Felizmente para a classe dos gays e lesbicas não existe Lei que os ampare e os apoie nesse escárnio contra a Lei Divida e Deus Abomina esse tipo de ato. Se os homens, juizes e superiores dessa Terra apoiarem esse tipo ato repugnante, com certeza, com toda certeza irão sofrer o castigo de um Deus Justo… Ou sou Soldado Cristão, ou sou covarde!
É uma pena, Márcio, que você sinta que, para ser um “soldado Cristão” e para ser “corajoso” seja necessário ser preconceituoso e ignorante.
Preconceituoso por achar que é bom, louvável, e ético discriminar social e legalmente uma classe inteira de pessoas.
Ignorante por não saber que:
1) Há leis que protegem minorias no Brasil, e especificamente, há leis que protegem homossexuais, de preconceito;
2) Nos países mais civilizados e de padrões educacional, social, cultural, e econômicos mais elevados, casamento civil para homossexuais é uma realidade legal;
3) Estudos científicos demonstram a cientistas de todo o mundo — inclusive a cientistas da BYU — que orientação sexual é uma característica neuro-fisiológica e congênita e não uma opção cultural;
4) As mesmas “leis de Deus” que você cita que classificam homossexualidade como “abominável”, também condenam como “abominável” roupas de poliéster, sexo durante o período menstrual, e manter duas fontes de renda simultâneas, enquanto classifica como “aceitável” forçar uma menina estuprada a se casar com seu estuprador, obrigar uma viúva a transar com seu cunhado, sequestrar e estuprar prisioneiras de guerra e força-las a se casarem com seus abdutores, escravizar outras pessoas por 6 anos, apedrejar adolescentes até a morte, etc.
Pessoalmente, eu acho que preconceito e ignorância esta mais associado com covardia que coragem. Agora, se estará associado a Mormonismo e/ou a Cristianismo, dependerá largamente de pessoas como você.
Em quase todas as sínteses expostas aqui, espetacular sua ponderação, concretiza o que o verdadeiro cristão deve pensar e crer, dentro do verdadeiro amar o próximo…verdadeiro sentido de dignidade da pessoa humana…Eu fico pasmo como as pessoas são cegas, burras e não conseguem raciocinar em um evangelho de amor, em especial ao item 3 apontado, tudo indica nos recentes estudos científicos sobre tal ponto. Parabéns.
Se acha que ter posições polítiicas baseadas em valores religiosos é ser ignorante e preconceituoso, acho que sua acusação de preconceito e ignorância pode ser usada contra si mesmo.
É preconceito achar que alguém que discorda de leis que favoreçam o casamento civil gay é necessariamente homofóbico.
É ignorante por não saber que:
1) Há leis que protegem a liberdade de crença e conciência em nosso país, inclusive estasa são cláusulas pétreas de nossa constituição, ou seja, não podem ser mudada a não ser por uma nova assembléia constituinte. E como discordar do casamento civil gay é uma forma de manifestação de crença ela não pode ser incriminada em nossa ordem constituinte atual;
2) O termo país civilizado é por demais arcaico e preconceituoso e é uma tremenda incoerência ser utilizada por um progressista. A Europa não é mais civilizada que a África, trata-se de culturas diferentes. Tentar colocar a cultura européia como um padrão para o mundo está um pouco fora de moda. Outra questão interessante é que o chamado “velho continente” tem sofrido com uma séria crise nos últimos anos, enquanto países africanos e latino americanos como Brasil e África do Sul estão em acensão; comprovando o preceito cristão de que “quando o Senhor não edifica a casa em vão trabalha os que a edificam.”;
3) O conhecimento científico não produz verdades inquestionáveis principalmente quando são produzidos para servir a uma ideologia. E que mesmo uma predisposição natural não implica a incapacidade de certo comportamento ser alterado pela vontade;
4) Vivemos na dispensação da plenitude dos tempos e não na dispensação de Moisés. E que, apesar dessas leis parecerem estranhas para nós, houve um povo que se submeteu a elas no passado de forma consensual e hoje eles são o IDH mais elevado do oriente médio.
Sim, é preciso coragem para resistir a pressão secularizadora do mundo para limitar a influência dos valores cristãos na política e não ceder a onda de irreligiosidade civil que tem contaminado a europa e ameaça chegar a nossas praias.
Interessante como alguns sud buscam no discurso evangélico um referencial para suas posições contra o casamento gay e a secularização. Parecem órfãos em busca de um pai.
Márcio,
do ponto de vista espiritual/religioso, será correto negar direitos civis que proporcionem a um indivíduo exercer seu arbítrio plenamente? Como heterossexual, eu não consigo sinceramente imaginar nenhum mal que possa ser causado a mim – ou à sociedade – pelo reconhecimento do casamento gay. Isso me faz lembrar desta escritura:
“E a lei do país, que for constitucional, que apoiar o princípio da liberdade na observância de direitos e privilégios, pertencerá a toda a humanidade e será justificável perante mim.” (D&C 98:5)
Se quisermos forçar “retidão” sobre as pessoas e impedi-las de errar (alguma semelhança com o plano de Lúcifer?), talvez tenhamos que criar leis impedindo que uma pessoa permaneça solteira depois de certa idade, ou que a obrigue a ter filhos ou a impeça de se divorciar, etc.
Arbítrio é a grande chave do plano divino.
Abraços!
Na A Liahona de fevereiro de 2013 tem um excelente discurso do Apóstolo Dallin H. Oaks intitulado “O Equilíbrio entre Verdade e Tolerância” que fala sobre este assunto e que serve de baliza sobre como devemos lidar com ele.
Permitam-me destacar algumas partes que considero relevantes:
“Cremos na verdade absoluta, inclusive na existência de Deus e no certo e no errado estabelecidos por Seus mandamentos. Sabemos que a existência de Deus e a existência da verdade absoluta são fundamentais para a vida nesta Terra, quer as pessoas acreditem nisso ou não. Também sabemos que o mal existe, e que algumas coisas são simples, graves e eternamente erradas.”
(…)
“Nossa tolerância e nosso respeito pelos outros e pelas crenças deles não nos fazem abandonar nosso compromisso com as verdades que conhecemos e com os convênios que fizemos. Fomos convocados como combatentes na guerra entre a verdade e o erro. Não há meio-termo. Precisamos defender a verdade, mesmo ao praticar a tolerância e o respeito por crenças e conceitos que diferem dos nossos e para com as pessoas que os adotam.”
(…)
“Sabemos que a coabitação é um pecado grave, que os santos dos últimos dias jamais devem cometer. Quando praticado por pessoas a nosso redor, pode ser uma conduta privada ou pode ser algo que somos convidados a tolerar, apoiar ou facilitar. No equilíbrio entre a verdade e a tolerância, a tolerância pode ser dominante se a conduta não nos envolver pessoalmente. Mas, se a coabitação nos envolver pessoalmente, devemos ser regidos por nosso dever para com a verdade. Por exemplo: uma coisa é ignorar pecados graves que são privados e outra bem diferente é sermos convidados a apoiá-los ou a endossá-los implicitamente, como ao acolher as pessoas em nossa própria casa.”
(…)
“os crentes não devem se deixar deter pela conhecida acusação de que estão tentando legislar a moralidade. Muitas áreas da lei se baseiam na moralidade judaico-cristã e tem sido assim há séculos. A civilização ocidental se baseia na moralidade e não pode existir sem ela. Como John Adams, o segundo presidente dos Estados Unidos, declarou: “Nossa constituição foi feita somente para um povo moral e religioso. Ela é totalmente inadequada para o governo de qualquer outro””
A parte final, que recomendo que não devemos esquecer…
(…)
A Bíblia ensina que uma das funções de um profeta é a de ser um atalaia para avisar Israel (ver Ezequiel 3:17; 33:7). Em uma revelação, o Senhor acrescentou este conselho para a Sião moderna: “E colocai atalaias (…) [na] torre”, para “[ver] o inimigo enquanto ainda [está] distante”, dando o aviso para salvar a vinha “da mão do destruidor” (D&C 101:45, 54).
Falo como um desses atalaias. Asseguro a vocês que minha mensagem é verdadeira.
O texto não fala expressamente sobre o homossexualismo, mas fala de maneira geral, sobre crenças que não condizem com o que acreditamos.
Pelo que entendi do texto, o que se espera de nós (SUDs) é que não apoiemos qualquer proposição legal que contrarie as “Verdades Absolutas” ou seja, os mandamentos de Deus.
ALGUÉM VAI DE ENCONTRO AO PENSAMENTO DO APÓSTOLO?
parabéns amigo!!linda observancias das palavras!!isso é ser um verdadeiro seguidor de Jesus!um abraço!
O que me deixa pasmo é tanto mórmons ainda defendendo essa desgraça familiar que é a poligamia. Gostaria de saber se fosse ao contrário, se as mulheres suds tivessem vários maridos.
Então queria ver ser os suds machistas não iriam contra essa “lei de deus”.
Carlos,
Você esta enganado, ao menos em parte: poliandria (uma esposa para vários maridos) foi uma realidade Mórmon!
Joseph Smith pessoalmente foi casado com ao menos 12 mulheres já casadas com outros maridos concomitantemente — e com quem viviam na época de seus casamentos com Smith.
Outro falando bobagens!
Márcia,
Por favor, não justifique uma atitude arrogante com sua profunda ignorância.
Dentro os casamentos plurais históricamente documentados de Joseph Smith, estas mulheres eram casadas durante suas relações com Smith: Lucinda Morgan Harris (George W. Harris), Zina Huntington Jacobs (Henry Jacobs), Presendia Huntington Buell (Norman Buell), Sylvia Sessions Lyon (Windsor Lyon), Mary Rollins Lightner (Adam Lightner), Patty Bartlett Sessions (David Sessions), Marinda Johnson Hyde (Orson Hyde), Elizabeth Davis Durfee (Jabez Durfee), Sarah Kingsley Cleveland (John Cleveland), Ruth Vose Sayers (Edward Sayers), Elvira Cowles Holmes (Jonathan Holmes).
Há rumores de várias outras, mas para estas ainda não se encontrou documentação adequada.
Não obstante, há farta documentação de alguns casos para Brigham Young, também:
Lucy Ann Decker Seeley (William Seeley), Augusta Adams Cobb (Henry Cobb), Clarissa Blake Morse Homiston (Lyman Homiston), Mary Elizabeth Rollins Lightner (Adam Lightner), Zina Diantha Huntington Jacobs (Henry Jacobs), Amy Cecelia Cooper Aldrich (Joseph Aldrich), Lydia Farnsworth Mayhew (Elijah Mayhew), Hannah Tapfield King (Thomas O. King).
Estes nomes foram todos tirados do próprio banco de dados da Igreja (FamilySearch) e que, se estiver disposta, você mesmo pode pesquisar.
Há debates sobre várias outras nos casos de Heber C. Kimball, Orson Hyde, e Parley P. Pratt, mas estes casos são menos conclusivos e mais controversos.
Parece que você precisa ouvir o próprio conselho e “estudar e pesquisar o assunto em questão para depois comentar, colega.”
Marcello, voce conhece algum caso de poligamia entre os suds mesmo após a proibiçao legal e devidademente documentada. Acho que evidencia maior sobre esse equivocado “mandamento”, nao pode haver!
Existem provas sobre o relacionamento íntimo(sexual) dos casos apresentados?
Só por curiosidade.
Pedro, que tipo de “evidência” de relacionamento sexual você esperaria encontrar?
Essa era uma época antes dos celulares que filmam, ou de maquinas fotográficas.
Essa era uma época de pudores puritanos, onde a própria discussão de atos sexuais seria visto com maus olhos.
Os casamentos plurais de Joseph Smith foram todos secretos. Todos eles foram escondidos inclusive de Emma, com raras exceções (4 de no mínimo 33, pra ser preciso, e isso depois dos casamentos já oficiados).
Os poucos encontros sexuais dos quais ficamos sabendo só ficaram registrados por causa de escândalos: seja quando Smith foi pego no flagra (Fanny Alger, Eliza Maria, etc.), seja quando Smith mandou recado para marcar o encontro e a esposa plural recusou-se a destruir o bilhete como ordenada (Sarah Ann), seja quando elas descreviam/queixavam-se em seus diários ou memórias (Helen Mar), seja quando um dos maridos descreviam/queixavam-se dos encontros conjugais em seus diários ou memórias (Henry Jacobs) ou seja quando elas prestaram testemunho posteriormente (Eliza Snow). De qualquer modo, discutir a vida sexual era tabu, e temos muita sorte de possuirmos os relatos que existem.
Além disso, a única evidência razoável que se poderia esperar seria a produção de filhos. Contudo, a natureza esporádica dos encontros sexuais, com tantas esposas plurais, e com a necessidade de se esconder de Emma e do resto de Nauvoo — que, convenhamos, era uma cidade pequena de no máximo 10 mil habitantes — tornava a possibilidade biológica de uma gravidez difícil.
Não obstante, houve rumores. Sylvia Sessions, uma esposa poliândrica, disse à sua filha que ela era a filha de Smith, e não de seu pai legal (com quem Sylvia era casada na mesma época).
Um outro caso de poliandria, um pouco mais bizarro, envolve a esposa do Apóstolo Orson Hyde. Enquanto esse estava em missão para dedicar Jerusalém (para o retorno das Dez Tribos), Smith casou-se com a esposa dela Nancy Marinda Johnson Hyde, inclusive relocando-a para uma casa onde ela pudesse ficar mais próxima dele — e onde tivesse mais privacidade. Contudo, durante uma curta época, Smith a entregou como esposa plural ao Apóstolo Willard Richards, com quem ela foi morar por alguns meses, enquanto sua mulher Jennetta visitava parentes no Leste. Quando esta voltou de sua viagem, Smith mudou Nancy de volta para sua casa antiga e reassumiu o seu papel de marido plural até o retorno do Apóstolo Hyde. Orson e Nancy voltaram a morar juntos quando do seu retorno da Palestina, porém Smith lhe explicou que Nancy seria sua esposa também e que Orson deveria buscar outras esposas plurais para si, e ele prontamente casou-se com duas novas mulheres (com a ajuda de Smith).
Não obstante, tais relatos sobre encontros sexuais são poucos e raros, devido certamente às posturas puritanas da época.
Ah. Esqueci-me de comentar sobre a Emma Smith.
Depois de dúzias de brigas entre Joseph e Emma sobre o assunto de poligamia (uma das quais tão intensa que Joseph fisicamente bateu em Emma para encerrar a disputa — de acordo com o seu próprio depoimento para o seu secretário William Clayton no dia seguinte), Emma passa a exigir de Joseph que ela também possa ter um marido plural. Após muita deliberação e discussão, Joseph consente para que Emma escolha um marido plural, e Emma escolhe William Law, Segundo Conselheiro da Primeira Presidência.
Smith abordou o casal Law com a proposta de casamento polígamo duplo: Jane casar-se-ia com Joseph, William com Emma. Os Laws recusaram a oferta, e desde então William passou a opor-se a Joseph, inicialmente de maneira amigável, tentando dissuadi-lo de prosseguir com Poligamia.
Marcello, depois eu comento a sua outra resposta. Agora, sobre essa, existem provas sobre esse ocorrido? Quem disse isso? E quando?
Sem isso fica impossível prosseguir nesse caso.
ONDE ESTÁ DOCUMENTADA TAL SITUAÇÃO? PODE COMPROVAR HISTORICAMENTE?
Carlos Augusto, vc não entendeu nada. Os mórmons não defendem a poligamia. É preciso estudar e pesquisar o assunto em questão para depois comentar, colega.
A revelação que estabeleceu a Poligamia (seção 132 de Doutrina e Convênios) segue no cânone oficial. A Igreja poderia remove-la, como já removeu outras seções da D&C no passado, mas ali continua. Sendo assim, Poligamia, como um princípio eterno, segue ainda sendo a doutrina oficial da Igreja.
Ou você acha que D&C não faz parte do cânone oficial da, e não estabelece doutrina oficial para, a Igreja?
Creio a irmã esteja se referindo a posição atual, e a revogação da prática aqui na terra. Se não, concordo com o seu comentário.
âs pessoas falam ,muito e pouco se importam de entender a verdade…quando Jesus morreu..o antigo testamento ..deu lugar e inicio ao novo testamento..portanto o que ficou no antigo não poderia estar hoje entre as pessoas..as leis da epoca era de Mois~es…se bem que era de DEUs, a qual saia essa ordem..nao posso julgar,,pois sempre fui contrario essa idéia de varias mulheres a um homem só.. agora acreditar que DEUs..mandou novamente a lei na Terra depois de Jesus ,morrer e de ser restaurado a igreja.. acho muito duvidoso isso… mas nao importa.. isso foi real e aconteceu com os povos da epoca da restauraçao..Mas tempo depois DEUs, tirou de seu povo do covenio, pois estava havendo muitas iniquidades..então todos que praticaram essa poligamia tiveram que deixar essa pratica..passou a ser considerado erro pela igreja.. ao contrario ..de ainda estar escrito em alguns livros as história, vejo apenas como fato para mostrar as pessoas que houve uma falhas deles ,mas DEUs foi justo e novamente impediu seu povo de ir para o caminho errado.